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Gravidez na adolescência

26 jun

IBGE divulga índices sobre gravidez na adolescência De 2007 à 2010, números ainda refletem diminuição

Por Érico Tavares

Em pesquisa, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), divulgou dados sobre gravidez na adolescência e comentou fatores que contribuem para estes números expressivos. O alto índice está na faixa etária entre 15 e 19 anos, com mais de 400 mil casos registrados.

Nas duas últimas décadas, a incidência de casos tem aumentado significativamente e ao mesmo tempo, tem diminuído a média de idade das adolescentes grávidas. Quando uma adolescente engravida, geralmente ela se vê numa situação não planejada e até mesmo indesejada. Na maioria das vezes, a gravidez na adolescência ocorre entre a primeira e a quinta relação sexual.

Para a estudante A.B., de 15 anos, ao engravidar, não teve problemas em comentar com seus amigos e recebeu todo o apoio de seus familiares. Para especialistas, comentou o IBGE, a maternidade antes dos 16 anos é desaconselhável por sua falta maturidade física, funcional e emocional.

Além disso, existem fatores de complicações, como aborto espontâneo, parto prematuro, maior incidência de cesárea, ruptura dos tecidos da vagina durante o parto, dificuldades na amamentação e depressão, também contribuem para os riscos de uma gravidez mal vivida e até mesmo doenças sexualmente transmissíveis.

Ainda hoje encontramos rapazes e moças totalmente desinformados em relação aos conhecimentos sobre o funcionamento do corpo humano, e aos métodos para evitar a gravidez. A falta de informação correta faz com que jovens usem métodos como tabelinha e o coito interrompido, que não exigem consulta médica.

Em 2007 ocorreram quase três milhões de nascimentos no país, dos quais 594.205 correspondem a 21,3% das mães entre as idade de 10 e 19 anos. No entanto, a tendência da gravidez na adolescência é de redução. Isto ocorre por conta das campanhas em relação ao uso de preservativo, da disseminação da informação sobre os métodos anticoncepcionais.

Mesmo havendo uma queda na fecundidade em todo o Brasil, isso reflete a vulnerabilidade social de adolescentes que engravidam.

A gravidez precoce não é um problema exclusivo das meninas, os rapazes também não possuem condições biológicas para engravidar, afinal, um filho não é concebido por uma única pessoa.

A fragilidade da educação sexual é questão problemática. Nem o IBGE, nem qualquer outro setor de pesquisa podem prevenir estes acontecimentos sociais.

O IBGE Teen divulgou em seu site fatores de causa de conseqüência da gravidez na adolescência, que seguem nos itens abaixo:

  • Desconhecimento dos métodos para evitar a gravidez;
  • Método conhecido, mas não praticado; e
  • Uso incorreto ou falha no uso de um método.
 
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Publicado por em junho 26, 2012 em Notícias

 

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